Domingo, 27 de Agosto de 2006

Sim, sou seropositiva...

Sim, sou seropositiva...

É dificil aceitar a ideia de ser seropositiva ou de ter SIDA. Mas o importante é saberes como proteger-te a ti e aos outros.

Primeiro, há que esclarecer o seguinte-. ser seropositiva não significa ter SIDA. Um seropositivo é alguém a que é detectado o HIV numa análise de sangue e um doente com SIDA é um seropositivo com níveis de defesa (CD4) abaixo dos 200. O HIV é destrutivo e, quando o nosso sistema imunitário está abaixo dos mínimos referidos, pode falar-se em SIDA. Outra questão importante que pode colocar-te algumas dúvidas é se esta doença tem cura. De uma maneira geral, não. O que podemos dizer-te é que nos países desenvolvidos existem medicamentos que travam a propagação do HIV. Se o doente infectado não receber tratamento adequado, o mais provável é que desenvolva a doença e acabe por falecer em 6/10 anos. A diferença básica entre ficar infectado num país desenvolvido e num país de terceiro mundo está no facto de, no primeiro, o paciente ter acesso a uma terapêutica anti-retroviral gratuita enquanto, no segundo, todos os medicamentos são pagos. Esta é a razão pela qual se apela a todos os governos dos países desenvolvidos para que criem programas de auxílio aos paises pobres.


As linguas ulcerosas
costumam aparecer
em pessoas infectadas.


Os doentes começam
a perder peso e costumam
apresentar um aspecto
débil.

By: Revista "Louca"

publicado por ad0lescenci4 às 23:12
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Sábado, 26 de Agosto de 2006

Sida - Um pouco de história

Sida - Um pouco de história

Ter alguma cultura geral
não serve só para impressionar
os teus amigos. Lê o que se
segue para saberes MAIS.

O primeiro caso conhecido de SIDA foi detectado em Kinshasa, República Democrática do Congo, em 1959. Nesta altura a doença era desconhecida. Só em 1978, foi conhecidaa primeira vítima: um homossexual de São Francisco. Nos EUA, em 1981, começou a notar-se uma taxa alarmante de um tipo de cancro raro (Kaposi's Sarcoma) em homossexuais. Os investigadores concluíram, em 1984, que o vírus responsável pela doença era o HIV. Nessa altura, já havia cerca de 11.000 casos de SIDA nos EUA. O mundo despertou para o problema quando Rock Hudson, actor, assumiu, em 1985, que tinha SIDA. Foi o primeiro famoso a reconhecer a doença e um ano depois faleceu. No dia 23 de Novembro de 1991, Freddie mercury, vocalista dos Queen, anunciou que também estava infectado e morreu, exactamente, no dia seguinte.


Freddie Mercury


Rock Hudson

By: Revista "Louca"

 

publicado por ad0lescenci4 às 20:36
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Sida

Sida

 

Síndrome da imunodeficiência adquirida

 

 A síndrome da imunodeficiência adquirida, conhecida em Portugal e nos outros países de língua oficial portuguesa pelo acrónimo SIDA, excepto no Brasil onde se usa a sigla em inglês AIDS, é uma doença viral, causada pelo vírus HIV, da família dos retrovírus, que afecta o sistema imunitário. O alvo principal são os linfócitos T4, fundamentais para a coordenação das defesas do organismo. Assim que o número destes linfócitos desce abaixo de certo nível (o centro de controle de doenças dos Estados Unidos da América define este nível como 200 por ml³), o colapso do sistema imune é possível, abrindo caminho a doenças oportunistas que podem matar o doente. Além disso, o vírus da SIDA/AIDS causa numerosos danos por si só.

 

 

Progressão
                    

A infecção por HIV é por via sexual, intravenosa ou mãe-filho.
A manifestação da doença por HIV é semelhante a uma gripe ou mononucleose infecciosa e ocorre 2 a 4 semanas após a infecção. Pode haver febre, mal-estar, linfadenopatia (gânglios linfáticos inchados), eritemas (vermelhidão cutânea), e/ou meningite viral. Estes sintomas são largamente ignorados, ou tratados enquanto gripe, e acabam por desaparecer, sem tratamento, após algumas semanas. Nesta fase há altas concentrações de vírus, e o portador é altamente infeccioso, transmitindo o vírus aos seus contactos sexuais.

A segunda fase é a da quase ausência do vírus, que se encontra apenas nos reservatórios dos gânglios linfáticos, infectando gradualmente mais e mais T4s; e nos macrófagos. Nesta fase, que dura vários anos, o portador é seropositivo, mas não desenvolveu ainda SIDA/AIDS. Não há sintomas, e o portador pode transmitir o vírus a outros sem saber. Os níveis de T4 diminuem lentamente e ao mesmo tempo diminui a resposta imunitária contra o vírus HIV, aumentando lentamente o seu número, devido à perda da coordenação dos T4 sobre os eficazes T8 e linfócitos B (linfócitos produtores de anticorpo).

A terceira fase, a da SIDA, inicia-se quando o número de linfócitos T4 desce abaixo do nível crítico (200/ml), o que não é suficiente para haver resposta imunitária eficaz a invasores. Começam a surgir cansaço, tosse, perda de peso, diarreia, inflamação dos gânglios linfáticos e suores nocturnos, devidos às doenças oportunistas, como a pneumonia por Pneumocystis jiroveci, os linfomas, infecção dos olhos por citomegalovírus, demência e o sarcoma de Kaposi. Ao fim de alguns meses ou anos advém inevitavelmente a morte.

Excepções a este esquema são raras. Os muito raros "long term non-progressors" são aqueles indivíduos que permanecem com contagens de T4 superiores a 600/ml durante longos períodos. Estes indivíduos talvez tenham uma reacção imunitária mais forte e menos susceptível à erosão contínua produzida pelo vírus, mas detalhes ainda são desconhecidos.

 

Epidemiologia

Calcula-se que mais de 15 000 pessoas sejam infectadas por dia em todo o mundo (dados de 1999); 45 milhões estão actualmente infectadas, e 3 milhões morrem a cada ano. A esmagadora maioria dos casos ocorrem na África, onde a principal forma de transmissão é o sexo heterossexual, e o uso de prostitutas. Regiões em risco com alto crescimento de novas infecções são a Europa de Leste, a Índia e o Sudoeste Asiático. No Brasil vivem mais que 650 000 (320 000 – 1 100 000) pessoas de idade entre 15 e 49 anos com o HIV (estimativa da WHO - UNAIDS). A taxa de infecção de consumidores de heroína ronda os 80% em muitas cidades europeias e americanas.
As populações de risco são pessoas homossexuais ou heterossexuais sexualmente activas com múltiplos parceiros; os toxicodependentes que usam agulhas, prostitutas, filhos recém-nascidos de seropositivas. Outro grupo de risco são os profissionais da saúde, médicos, enfermeiros e outros que lidam frequentemente com seropositivos (conhecidos ou não). Uma pequena ferida quase indetectável na mão do médico quando examina um paciente ferido e com sangue, ou um acidente com agulhas, pode ser o suficiente, em 1% dos casos, para o infectar. As transfusões de sangue e derivados de sangue já não são perigosas devido a rigorosos regimes de controlo e detecção de vírus.

A transmissão é por sémen, sangue e secreções vaginais. O HIV não pode ser transmitido, absolutamente, por toque casual, beijos, espirros, tosse, picadas de insectos, água de piscinas, ou objectos tocados por seropositivos.

O sexo anal é a prática sexual de mais alta taxa de transmissão, seja entre dois homens ou entre uma mulher e um homem. O sexo vaginal permite transmissão mais fácil para a mulher do que para o homem, mas ambos podem ser infectados pelo outro. O sexo vaginal violento resulta em taxas de infecção muito altas, devido às micro-hemorragias genitais. Hoje em dia a troca de seringas infectadas é uma das formas de transmissão mais frequentes.

Tratamento

Fármacos usados no tratamento da infecção por HIV interferem com funções da biologia do vírus que são suficientemente diferentes de funções de células humanas:

  1. Existem inibidores da enzima transcriptase reversa que o vírus usa para se reproduzir e que não existem nas células humanas:
    • AZT, ddC, ddI, d4T, ABC (todos análogos de nucleótidos)
    • nevirapina, delavirdina, efavirenz (inibidores directos da proteína), outros.
    • Inibidores da protease que cliva as proteínas do vírus após transcrição: saquinavir, nelfinavir, amprenavir, ritonavir, outros.

Hoje em dia o uso de medicamentos é em combinações de um de cada dos três grupos. Estes cocktails de antivíricos permitem quase categorizar, para quem tem acesso a eles, a SIDA em doença crónica. Os portadores de HIV que tomam os medicamentos sofrem de efeitos adversos extremamente incomodativos, diminuição drástica da qualidade de vida, e diminuição significativa da esperança de vida. Contudo é possível que não morram directamente da doença, já que os fármacos são razoavelmente eficazes em controlar o número de virions. Contudo houve recentemente notícias de um caso em Nova Iorque cujo vírus já era resistente a todos os medicamentos, e essas estirpes poderão "ganhar a corrida" com as empresas farmacêuticas.

Os medicamentos actuais tentam diminuir a carga de vírus, atrasando a baixa do número de linfócitos T4, o que aumenta a longevidade do paciente e a sua qualidade de vida. Quanto mais cedo o paciente começar a ser tratado com medicamentos maior a duração da sua vida, porque com níveis baixos de linfócitos T4 já pouco há a fazer.

Como não há cura ou vacina, a prevenção tem um aspecto fundamental, nomeadamente práticas de sexo seguro como o uso de preservativo (ou "camisinha") e programas de troca de seringas nos toxicodependentes.

FORTALECIMENTO DO SISTEMA IMUNOLÓGICO: Foi comprovado que pessoas portadoras do vírus HIV que fizeram uso da Aloe Vera (Babosa), regularmente, tiveram seu sistema imunológico fortalecido, recuperaram peso e energia e assim passaram a exercer suas actividades normalmente com mais vigor e disposição, e deixaram de ter vários tipos de infecções. Isto acontece porque a Babosa é antibiótico, anti-inflamatório, regenerador celular, entre outras propriedades. (Pesquisar sobre a Babosa)


IMPORTANTE: Não deve ser ingerida com a casca, pois a mesma contém aloína, que é altamente tóxica, e poderá causar danos irreversíveis ao portador do vírus HIV, podendo até causar a morte. O ideal é usar o gel estabilizado, engarrafado, pronto para o consumo, sem aditivo químico, e 100% natural. Este produto é importado por uma conceituada Empresa do Ramo Naturalista.

Prevenção

O mais importante para prevenir esta doença é fazer campanhas de informação e sensibilização, sobretudo junto aos jovens. Por exemplo, deve-se comunicar que a prevenção é feita utilizando preservativos nas relações sexuais. A troca de agulhas para toxicodependentes também é importante, já que as agulhas usadas contaminadas são uma origem frequente da contaminação.

O uso de preservativo diminui em muito a taxa de transmissão, mas não é 100% seguro. Eles rompem-se facilmente, e é teoricamente possível, apesar de extremamente improvável, virions passarem nos poros do preservativo. Apesar do uso de preservativo diminuir radicalmente o risco de infecção, só a abstinência de relações é totalmente segura.

 

História

Calcula-se que as primeiras infecções ocorreram em África na década de 1930. Julga-se que terá sido inicialmente contraído por caçadores africanos de símios que provavelmente se feriram e ao carregar o animal, sujaram a ferida com sangue infectado deste. O vírus terá então se espalhado nas regiões rurais extremamente lentamente, tendo migrado para as cidades com o início da grande onda de urbanização em África nos anos 1960.

Uma amostra sanguínea de 1959 de um homem de Kinshasa, República Democrática do Congo, foi analisada recentemente e revelou-se seropositiva. Os primeiros registos de uma morte por SIDA remontam a 1976, quando uma médica dinamarquesa contraiu a doença no Zaire (hoje República Democrática do Congo). No entanto só começaram a aparecer em 1980 vários casos inexplicáveis de doenças oportunistas em homossexuais nos Estados Unidos, nas cidades de San Francisco, Los Angeles e Nova Iorque. A alta incidência dessas doenças chamou a atenção do centro de controlo de doenças dos Estados Unidos em 1981, quando publicaram o primeiro artigo que referenciava uma possível nova doença infecciosa, inicialmente vista como uma doença que afectava apenas os homossexuais. Devido à imunossupressão profunda que causava, comparável a alguns raros casos de imunossupressão de origem genética (e.g. Síndrome de DiGeorge), foi denominada de Síndrome de imunodeficiência adquirida, em contraste com aqueles casos hereditários. Inicialmente foi largamente ignorada pela sociedade americana, até que, com as proporções da epidemia sempre crescentes, apareceram os primeiros casos de transmissão mãe-filho, toxicodependentes e de transfusão de sangue em 1982.

O agente causador da doença acabaria por ser descoberto pelo Instituto Pasteur de Paris em 1983 por Luc Montagnier. No Brasil os primeiros casos apareceram em 1982 num grupo de homossexuais de São Paulo que contraíram a doença por terem viajado para zonas com alta incidência nos Estados Unidos. Os primeiros casos reconhecidos de SIDA em Portugal apareceram em 1983. No entanto há hoje indicações que os primeiros casos poderão ter sido contraídos já durante a guerra colonial na Guiné-Bissau, nos anos 1960 e 1970, e foram então ignorados.

A sua designação, que começou por ser a sigla do nome completo da doença em português, passou a ser considerada palavra no decorrer dos anos 1990.

É fundamental esclarecer que no Brasil se utiliza o termo "AIDS" porque "SIDA" tem o mesmo som que "Cida", que é redução do nome "Aparecida"; assim, houve uma grande reacção contrária ao uso de um nome próprio muito comum para designar esta síndrome.

Expectativa de vida em alguns países africanos.   
Expetactiva de vida de alguns       
paises africanos                                         
                                                           



Mapa da AIDS na África, percentagem da população total infectada 
Mapa da sida em África,       
precentagem da                    
população afectada


Microfotografia do vírus do HIV a sair de Linfócito
Micrifotrogafia do virus
do HIV a sair de Linfócito 

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publicado por ad0lescenci4 às 00:34
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Sexta-feira, 25 de Agosto de 2006

Bulimia Nervosa

Bulimia nervosa

A bulimia nervosa é um transtorno alimentar associado com a anorexia nervosa, com o porém em que a pessoa bulímica tende a ter períodos onde alimenta-se em excesso, seguido pelo sentimento de culpa, por causa do ganho de peso. Para eliminar esse excesso, a pessoa bulímica exercita-se demais, vomita o que come, e/ou faz uso excessivo de laxantes e diuréticos.

Além dos mesmos danos à saúde causado pela anorexia, a bulimia nervosa tem outras complicações como danos severos ao esôfago, às glândulas salivares e aos dentes,  por causa do ácido estomacal, presente no vômito, que corrói tais órgãos.

Numa pessoa bulímica, podem observar-se variados dos seguintes sintomas (ou todos):

Alterações do comportamento:

  • Costuma dar-se em jovens de arredor de 20 anos, com freqüência depois de ter padecido uma anorexia nervosa, ainda que não necessariamente.
  • Em ocasiões foram anteriormente algo obesas ou fizeram regimes de emagrecimento.
  • A doença costuma passar despercebida durante muito tempo, já que a pessoa enferma trata de ocultá-la por todos os meios a seu alcance.
  • A pessoa enferma tomada consideráveis quantidades de comida, especialmente doces, rapidamente ou em forma de "atracón", geralmente a escondidas ou quando está a sós, pela noite.
  • A comida se toma da própria casa ou se compra, podendo chegar a gastar nela consideráveis quantidades de dinheiro.
  • Depois dos episódios de voracidade costuma vomitar a escondidas ou jejuar durante um ou dois dias, ou fazer excessivo exercício físico, ou tomar laxantes ou diuréticos para evitar o aumento de importância.

Sintomas físicos e psíquicos:

  • Sensação de debilidade.
  • Enjoos (por hipotensión arterial).
  • Dor de cabeça.
  • Inchaço da cara (por aumento de tamanho das glândulas salivales e parótidas).
  • Erosão do esmalte dental (pelos vómitos).
  • Queda do cabelo.
  • Irregularidades menstruales.
  • Freqüentemente padecem depressões (50% dos casos), condutas compulsivas, transtornos de ansiedade, baixa autoestima e outras alterações síquicas.

Tratamento

O médico psiquiatra fará um diagnóstico do estado físico e mental da pessoa enferma, e segundo o resultado aconselhará um tratamento ambulatório ou seu rendimento num hospital ou clínica. O tratamento consiste em interromper o vómito, corrigir as anomalias metabólicas e normalizar a alimentação, junto com um tratamento psiquiátrico e psicoterapéutico.

Nos últimos anos, demonstrou-se experimentalmente que determinados fármacos antidepressivos são muito eficazes no tratamento da bulimia.

A família e pessoas íntimas da enferma também devem receber orientação e ajuda.

 

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Algumas pessoas morreram com esta doença [Bulimia]...
Não faças o mesmo...
A vida é um bem precioso!
publicado por ad0lescenci4 às 18:15
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Quinta-feira, 24 de Agosto de 2006

Caso Real - Uma questão de cor

Uma questão de cor

''Raúl era p rapaz da minha vida até ao dia em que a sua família decidiu fazer-lhe uma lavagem ao cérebro com ideias racistas. A COR DA MINHA PELE deixou de ser algo exótico para se tornar a razão para o fim do nosso namoro....

 

Até há alguns meses atrás, nunca tinha experimentado o sentimento da rejeição. A cor da minha pele fez com que descobrisse o seu significado. Vou contar-te a minha historia para que percebas que o racismo ainda existe e que faz parte do nosso dia-a-dia.

 

Chegada triunfal

 

A vida no Congo, o meu país de origem, estava a tornar-se cada vez mais perigosa e o meu pais decidiu que tinha chegado a hora de tentar a sorte noutro sitio. Fez as malas e veio para Portugal sozinho. Três meses depois, eu, a minha mãe e os meus irmãos viemos ter com ele. No início, foi um pouco duro, principalmente por causa da questão da língua, mas, aos poucos, lá nos ambientámos. Não demorou muito até conhecer o Raúl, um rapaz que vivia no prédio ao lado do meu e que demonstrou interesse por mm. Foi tudo muito rápido. Lembro-me que, quando começámos a sair, eu ainda não falava muito bem português. Uma semana depois do início do namoro, ele disse-me que estava apaixonado e que via futuro na nossa relação. Senti-me uma rapariga cheia de sorte.

 

Duas ALMAS GÉMEAS

 

Com o tempo, aprendi a falar correctamente português e comecei a sentir-me cada vez mais integrada. Além de ser o meu namorado, Raúl, era também o meu melhor amigo. Conversávamos sobre tudo e adorávamos trocar experiências: eu contava-lhe coisas sobre o meu país e ele ensinava-me tudo sobre os costumes portugueses. Íamos juntos para todo o lado. Nunca nos faltaram ideias e chegámos a planear uma viagem á minha terra. Quase não havia tempo para nos chatearmos e cada dia que passava sentíamo-nos melhor ao lado um do outro.

 

A família SEPAROU-NOS

 

Seis meses depois de começarmos a sair, Raúl convidou-me para ir jantar a casa dele. Já tinha ido lá várias vezes, mas sempre na ausência dos pais e do irmão. Não quis conhecê-los antes porque tinha um pouco de vergonha de não falar a língua convenientemente. Agora sei que o maior problema não foi o meu sotaque, mas a cor da minha pele. Raúl não lhes disse que eu era de origem africana e percebi imediatamente que isso era o grande problema. A expressão dos seus rostos alterou-se quando olharam para mim. Recordo os olhares deles e os longos minutos de silêncio. No final da refeição, o pai do Raúl levantou-se da mesa e pediu-lhe que fosse com ele até ao quarto. Na sala onde eu estava consegui ouvir algumas frases soltas “não me importo que os negros, os chineses ou os árabes venham para o nosso país em busca de melhor vida, mas não aceito que se metam nas nossas casas” ou  “não estou a dizer que  ela é má rapariga, mas tu mereces melhor” e outras coisas deste estilo que prefiro nem recordar. Dada a situação terrível, levantei-me, despedi-me educadamente de todos e sai. No dia seguinte, combinei encontrar-me com o Raúl para falarmos sobre o assunto. Ele estava muito distante. Tentei conversar de forma civilizada e com calma, mas acabamos por discutir. Apresentou argumentos contra tudo aquilo que eu disse e chegou a insultar-me. Três dias depois, telefonou-me para dizer que estava tudo acabado. A explicação que me deu foi que já não sentia nada por mim. A nossa relação de seis meses ficou reduzida a cumprimentos de circunstância sempre  que nos encontrávamos na rua. Pergunto-me muitas vezes o que lhe terão dito em casa que fizesse com que ele deixasse de me amar para passar a ignorar-me desta maneira. Sinceramente, o meu maior desejo é nunca mais voltar a enfrentar uma situação destas. Enfim...''

By: Revista "Louca magazine"

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publicado por ad0lescenci4 às 17:52
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Quarta-feira, 23 de Agosto de 2006

Anorexia Nervosa

Anorexia Nervosa

anorexia nervosa é um transtorno alimentar caracterizado por uma rígida e insuficiente dieta alimentar (caracterizando em baixo peso corporal) e stress físico. A anorexia nervosa é uma doença complexa, envolvendo componentes psicológicos, fisiológicos e sociais. Uma pessoa com anorexia nervosa é chamada de anorética. Uma pessoa anoréxica pode ser também bulímica.

Alguns sintomas:

  • Prática excessiva de atividade físicas;
  • Medo intenso e irracional de ganhar peso ou de ser gordo, mesmo tendo um peso abaixo do normal;
  • Em pessoas do sexo feminino, ausência de ao menos três ou mais menstruações;
  • Anemia, devido ao baixo nível de ferro;
  • Osteoporose, devido ao baixo nível de cálcio, ou à deficiência do intestino em absorvê-lo;

Tratamento:

  • A anorexia nervosa, por ser uma doença com raízes psicológicas, é difícil de ser tratada e curada. Uma vez diagnosticada, o anorético passa por terapia individual, terapia em grupo e terapia familiar, em casos leves e moderados. Punições contra recaídas geralmente são pouco efetivas, uma vez que o objetivo do anoréxico é emagrecer a todo custo. A força de vontade do anorético em tratar-se é importante, mas como a negação do problema é frequente, médicos, terapistas e familiares precisam ser pacientes enquanto motivam e apóiam o anorético em sua recuperação. Paciência, diálogo e motivação são essenciais no tratamento contra a anorexia.

publicado por ad0lescenci4 às 13:28
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Caso Real - Sem Arrependimento

Caso Real - Sem Arrependimento

Era um adolescente franzino, de olhos apagados e fala quase sigilosa. Tinha um vício bizarro e uma personalidade implacável: bebia álcool puro e não conhecia o arrependimento. Aos doze anos de idade já possuía uma folha de antecedentes criminais métrica. É verdade que a maioria dos casos era por uso de droga e pequenas arruaças de rua. Certamente o que lhe garantiu a vida até a primeira adolescência foi o fato de não haver dirigido a sua atenção ao patrimônio alheio.

Mas aos treze anos houve uma súbita mudança. A violência dirigida contra si próprio tomou um rumo perigoso: roubos no comércio, gangue, ameaças... Daí para o primeiro homicídio foi um pulo; com ele, veio uma raiva incontrolável contra quem se colocasse no seu caminho. Os três primeiros homicídios foram praticados contra rivais de outros gangues do bairro. Isso não lhe deu fama. O horror se iniciou com os primeiros estupros contra raparigas da classe média, filhas de autoridades. Passado o horror da experiência, as vítimas foram lançadas numa situação de terror inevitável: a violência sexual poderia lhes roubar a vida, pois o criminoso fora contaminado meses antes pelo vírus da sida.

Seis homicídios mais tarde, já prestes a completar 18 anos de idade, o adolescente-monstro já passara mais de três anos encarcerado. Na condição de adulto, não tardou a praticar seu primeiro crime violento, o que lhe rendeu uma pena de prisão exemplar em penitenciária.

A sua carreira de horrores ainda não culminara. Um benefício processual permitiu-lhe a liberdade que faltava para praticar o ato insano de matar dois jovens sem piedade, para roubar o carro em que estavam. Assustado, fugiu sem nada subtrair. Preso, e ao saber que no banco de trás encontrava-se o filho recém-nascido do casal, lamentou não tê-lo visto, porque se visse, também o mataria.

Antes mesmo de nascer ele já fora vítima de violência. Sua mãe, prostituta e alcoólatra, só percebeu que estava grávida no quarto mês de gestação. As tentativas de aborto não deram resultado; já era tarde demais. O menino nasceu em um hospital público, e os sinais de desequilíbrio psicológico e físico da mãe não chamaram a atenção dos profissionais da saúde que a atenderam. Nova visita só ocorreria três anos depois.

“Um acidente em casa” foi a justificativa apresentada pela mãe para o traumatismo craniano da criança. Novamente, os profissionais do hospital nada perguntaram, nada encaminharam. A próxima visita aconteceu apenas cinco anos mais tarde.

A juventude da mãe se consumiu em curto espaço de tempo. O desgaste da prostituição, algumas lesões corporais e dois outros partos custaram-lhe não apenas a profissão mas a própria sanidade mental. A alienação da realidade foi logo percebida pelo filho, que com sete anos de idade passou a viver nas ruas. Franzino e falante, logo fez amizade com outros meninos, o que até lhe trouxe algum conforto emocional. Mas a rua é infinita em nomes e rostos; um desconhecido tomou o garoto à força e violou-lhe com requintes de crueldade: não satisfeito com a violência sexual, introduziu um pedaço de madeira no ânus da criança e o dilacerou.

Foi encontrado andando pelas ruas e a chorar de dor. As circunstâncias não são bem conhecidas, mas pelo menos dessa vez os médicos, por não terem opção, encaminharam o caso à polícia.

Com doze anos de idade, e morador de rua há cinco, o adolescente já era habitual usuário de todo tipo de drogas. Estava preparado o roteiro de uma tragédia social.

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publicado por ad0lescenci4 às 00:16
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Terça-feira, 22 de Agosto de 2006

Verdades e mentiras sobre as drogas

Verdades e mentiras sobre As Drogas

Existem muitas ideias ligadas ao consumo de drogas que são vistas como factos, que no entanto nunca foram demonstrados... não passam de mitos que no fundo servem apenas para sossegar as consciências individuais e colectivas.



O Álcool não é uma Droga.
O álcool, apesar de ser legal, é uma droga, uma vez que tem efeitos no Sistema Nervoso Central, provocando alterações da percepção, da motricidade, dos reflexos, da capacidade de avaliação das situações e pode provocar dependência física e psíquica. Em Portugal calcula-se que existam mais de meio milhão de alcoólicos crónicos.



Beber pouco não afecta as capacidades para a condução.
Não é verdade. Mesmo pequenas quantidades de bebidas alcoólicas têm efeitos ao nível da capacidade de concentração, da atenção, da motricidade e do tempo de reacção. Para além disso, esta diminuição das capacidades não é percebida pelo consumidor que muitas vezes até julga que estão aumentadas.



As saídas em grupo só são divertidas se toda a gente se embebedar.
A capacidade de as pessoas se divertirem tem a ver com o convívio que se estabelece entre elas, os laços que se criam, o contexto em que os encontros acontecem e não com o consumo de substâncias psico-activas.



Fumar Tabaco faz mais mal do que fumar Haxixe.
De um modo geral fuma-se haxixe misturado com tabaco, pelo que os efeitos da nicotina são acrescidos aos efeitos das diversas substâncias que compõem o haxixe, como a goma arábica e outras, que têm efeitos nocivos ao nível pulmonar.



O Haxixe dá sempre sensação de bem-estar.
Não é sempre assim. Com alguma frequência o consumidor somatiza e amplia angústias e estados de espírito e a experiência pode não ser muito agradável, podendo ocorrer ansiedade, ataques de pânico e paranóia.


Com o Haxixe não se corre o risco de ficar dependente.
Embora o Haxixe aparentemente não induza dependência física, alguns factores individuais e sociais podem levar à necessidade de um consumo compulsivo e à dependência psicológica.



Quem consome Haxixe mais cedo ou mais tarde acaba por consumir heroína ou cocaína.
Não é verdade. A maior parte dos consumidores regulares de Haxixe não sentem necessidade de consumir outras drogas. No entanto, há pessoas que, por diferentes razões, são mais susceptíveis de abusar de drogas do que outras. À partida, o consumidor de Haxixe corre mais riscos de vir a consumir outras drogas.



Os heroinómanos acabam por ficar completamente degradados (na rua, a arrumar carros, na prostituição,...).
Apesar de muitos consumidores de Heroína entrarem em processos de degradação e desestruturação, existem muitos que estão integrados social e profissionalmente, sem sinais evidentes desses consumos.


Quando não se injecta Heroína, o risco de ficar dependente é menor.
A dependência ocorre qualquer que seja o modo de consumo de Heroína.



A Heroína dá paz de espírito e ajuda a resolver problemas.
Mesmo que no início o consumo de Heroína possa aliviar as tensões internas, proporcionando bem-estar, a verdade é que esse consumo mais cedo ou mais tarde leva a estados de dependência e mal-estar que podem desencadear uma série de problemas de âmbito pessoal e social.



A Heroína é a droga dos pobres e excluídos.
O consumo de Heroína atravessa todos os estratos sociais. As razões que estão na base dos consumos dependem fortemente de aspectos psicológicos, relacionais e outros.


As pastilhas são inofensivas porque não causam dependência física.
Embora não provoquem dependência física, o seu consumo pode levar à existência de dependência psicológica, ou seja, uma necessidade compulsiva de consumo, que pode ser facilitado pelos contextos de diversão.


Todas as pastilhas são ecstasy (MDMA).
Não é verdade. Um dos problemas do consumo de pastilhas advém do facto de não se saber que substâncias contêm. Investigações laboratoriais demonstram que a grande maioria das pastilhas não contêm MDMA (ecstasy) mas sim outras substâncias cujos efeitos podem ser inesperados e de difícil controlo.


Desde que não se abuse não há problema em beber álcool e tomar pastilhas.
A mistura de álcool e pastilhas pode ser bastante prejudicial para a saúde. Por um lado, ao nível da desidratação que pode provocar, pois ambas as substâncias são desidratantes, e por outro as consequências que pode ter ao nível cardíaco pois o álcool tem efeitos depressores e as pastilhas são estimulantes, sendo esse efeito antagónico.


A cocaína aumenta a performance intelectual.
A cocaína é um estimulante do Sistema Nervoso Central que permite realizar actividades num ritmo acelerado, muitas vezes confundido com um aumento de rendimento e de capacidades intelectuais. Com o consumo continuado aparece um efeito paradoxal de depressão que pode desencadear paranóia e mesmo psicoses.  


Quem consome drogas fá-lo porque tem problemas.
Mas o facto é que toda a gente tem os seus problemas, e por vezes graves, e a maior parte das pessoas não consome drogas. Muitos procuram nas substâncias um efeito “mágico” que lhes proporcione lidar com a realidade sem sofrimento. A verdade é que os problemas não desaparecem, as substâncias não resolvem nada e com o consumo de algumas substâncias os indivíduos perdem a capacidade de lidar com o real.


Para largar as drogas basta ter força de vontade.
A força de vontade ou a motivação é realmente uma condição indispensável para o início do tratamento. Contudo, é fundamental o acompanhamento técnico adequado para que a mudança seja duradoura.


Tomar drogas provoca a Sida.
Não é o consumo em si que provoca doenças como a sida e as hepatites, mas sim comportamentos associados aos consumos, como por exemplo a partilha de seringas, algodões, tubos ou qualquer material utilizado para o consumo, as relações sexuais desprotegidas e os contactos com sangue contaminado.

 

Só para vos prevenir... DEVEMOS TER UMA VIDA LIVRE DE DROGAS!

Comentem!

publicado por ad0lescenci4 às 10:45
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Resposta ao Anónimo

Resposta ao Anónimo:

Olá anónimo! Os peitos não crescem assim de um dia para o outro. Cada pessoa tem uma estrutura diferente, um desenvolvimento diferente. Os teus peitos podem ser pequenos agora, mas também depende da idade que tens. Se estiveres na puberdade o teu corpo ainda tem muito tempo para se desenvolver normalmente, tens de aguardar. Tudo ao seu tempo.

publicado por ad0lescenci4 às 00:03
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Segunda-feira, 21 de Agosto de 2006

Caso Real - Namoro na net

Caso Real

Namoro na net

 

“Começo por dizer que praticamente cresci na internet. Em breve farei 19 anos, e tenho conversado online faz cinco anos em Agosto. Comecei a surfar em rede nas aulas, para pesquisar temas para trabalhos, mas isso aborrecia-me. Até que, em casa, comecei a ir a sites de chats e acabei por ficar cada vez mais tempo num determinado chat como guest (onde podia conversar sem me registar e sem ter que fazer download de software). Mas as pessoas raramente conversavam comigo, pois eu era significativamente mais nova do que a maioria delas. E foi aqui que eu comecei a errar.

Decidi que, como ninguém conversava com uma adolescente, deixaria de o ser pelo menos online. Portanto, passei a dizer que tinha 21 anos e que era enfermeira. Contei-lhes a minha história com um ex namorado problemático (que aconteceu de verdade), falei-lhes sobre os meus problemas médicos, etc., etc., etc..

Encontrei um grande grupo de amigos (alguns dos quais continuo a considerar amigos, ainda hoje) e tornei-me viciada nessa realidade virtual. Em média, estava online quatro horas por noite, sete noites por semana. Os meus “amigos” e eu passávamos a noite a conversar sobre tudo, desabafando sobre as nossas vidas e outras coisas triviais do  dia-a-dia. Tudo conversas que seriam normais entre amigos reais. Não havia mal nenhum, pois já todos tínhamos ultrapassado a etapa inicial do conhecimento mútuo, em que a idade, o sexo e o sítio onde se mora são essenciais. Com tudo isso definido, eu já tinha mentido tudo o que havia para mentir e não precisava de mentir mais. Foi então que as coisas mudaram. Começou a aparecer no chat um rapaz que era amigo de um dos meus amigos online e, no mesmo instante, fiquei fascinada! Era um verdadeiro encanto, que se ‘sentava a um canto’ e pouco dizia, mas quando falava dizia realmente coisas com significado. Sem dar por isso, eu não conseguia permanecer longe dele. Quando nos conhecemos, ele tinha uma namorada online. E contou-me logo de início, portanto, durante uns tempos éramos ‘só amigos’. Quando eu lhe perguntava algo sobre si, mantinha os detalhes vagos. Perguntei-lhe a idade, mas ele contornou o assunto, dizendo piadas. Acabei por perguntar ao meu amigo, que me disse que ele tinha 28 anos. Pensei que sete anos de diferença até nem era mau! (Os meus pais têm 13 anos de diferença em idade). É claro que ele não sabia a minha verdadeira idade! Decidi que se fosse realmente amor, acabaria por contar-lhe. Mas foi a partir daqui que tudo se complicou.

As mentiras começaram a sair da minha boca (ou melhor dos meus dedos) a uma velocidade que nem dá para acreditar. Não sei o que aconteceu comigo, mas fiquei absoluta e completamente apaixonada por este estranho. Só pensava nele, a toda a hora e todo o instante. Um dia não me contive mais, disse-lhe que o amava e ele acabou o relacionamento com a sua namorada online para que pudéssemos explorar os nossos sentimentos. A primeira noite que lhe liguei do telemóvel (com o meu número escondido), disse-me que, na realidade, tinha 32 anos. Fiquei chocada, para dizer o mínimo, mas pensei que fosse realmente amor, a idade não iria fazer diferença.

Mantivemos este relacionamento por quase um ano e meio. Ele nunca me telefonou porque eu não lhe dava o meu número. Perguntou-me várias vezes por que não lho dava, mas depois de já lhe ter mentido tanto, não podia contar a verdade e dizer-lhe que tinha (naquela altura) apenas 17 anos! Sabia que me odiaria e que isso seria o fim do nosso relacionamento. E por um qualquer motivo estranho, essa ideia deixava-me horrorizada.

Com o passar do tempo, comecei a notar que muitas coisas sobre ele também não encaixavam lá muito bem. Por exemplo, nos primeiros dias conversámos, disse-me que nunca tinha sido casado. Mas, passados quase nove meses de ‘relacionamento’, descobri que tinha uma “ex” – mulher e um filho de sete anos. Fiquei zangada por não me ter contado nada. Isso fazia uma diferença enorme na vida que eu tinha idealizado para nós. O temperamento dele também começou a ser esquisito e, ás vezes, assustava-me, mesmo sendo online. Passava a vida a forçar um encontro mas eu mudava de assunto, com medo que ele descobrisse quem eu era de verdade. Depois, começou a agir de modo estranho com uma das minhas melhores amigas online. E quando ele revelou que tinha conseguido decifrar a sua senha e entrado no seu e-mail, descobrindo onde ela vivia e outras informações que não são de fácil acesso, a menos que se trate de um expert, comecei a ficar verdadeiramente assustada e decidi que tinha chegado a altura de saltar fora.

Disse-lhe que a distância estava a matar o nosso relacionamento e ele concordou. Decidimos ficar outra vez ‘amigos’ – na verdade, foi ele que sugeriu - , o que até foi um alivio para mim. Permanecemos ‘amigos’ durante um período de três meses. Mas, nesses três meses, a minha perspectiva da ‘net’ mudou drasticamente.

Comecei a receber emails ameaçadores de endereços anónimos. Emails  que diziam para ter cuidado pois poderia acabar morta. A princípio deitei as culpas a pessoas imaturas que tinham decidido fazer uma brincadeira de mau gosto.

Mas depois do quinto email ameaçador não consegui desligar tão facilmente.

Até que recebi um email do endereço dele e tive medo que o meu mundo desabasse: dizia qual sabia quem eu era, onde estudava, onde trabalhavam os meus pais... ele sabia tudo! Disse-me também que sabia tudo isso desde o início, mas que ainda me ‘amava’, com toda a sua alma e coração. Depois, ameaçou-me dizendo que se eu não voltasse para ele contaria tudo aos meus pais.

Mais: dizia que viria pessoalmente revelar-lhes a filha demente que eles tinham (palavras dele). Fiquei em estado de choque, sem saber o que fazer! E decidi que era melhor encarar a realidade e contei aos meus pais tudo o que tinha acontecido. Depois, contei também aos meus amigos online quem ele era realmente. E aprendi outra coisa sobre estes amigos virtuais: perdi a maior parte dos verdadeiros amigos que tinha feito naquele chat ficaram no meu lado até hoje.

Não sei como, mas ele conseguiu o meu número de telefone e telefonou-me. Contei-lhe que os meus pais sabiam de tudo e que o meu pai queria conversar com ele. Desligou o telefone e nunca mais falei com ele, embora no outro dia me tenha enviado um email.

Ele já não me assusta, embora saiba que até certo ponto ainda pode ser uma ameaça. Só de pensar que estive apaixonada por um doido, que menti, traí pessoas maravilhosas e pus a minha vida em perigo... nem sei bem o que sinto quando penso nisso. O que fiz foi estúpido! Fui vítima da minha própria estupidez. Menti, criei uma vida falsa e caí nas mãos de um maníaco. Com a ajuda dos meus pais, tiro as seguintes conclusões desta história: não vale a pena fingir que se é outra pessoa; e, para além de sermos verdadeiros, é também necessário não nos deixarmos levar pelas mentiras dos outros; é mesmo preciso conhecer a pessoas com quem se ‘anda’. Eu tive a ajuda e a compreensão dos meus pais. Tu... pensa nisto!”

By: Revista "Gente Jovem" nº 33

 

O que achas-te deste caso? Sensibilizou-te? Deixa aqui a tua opinião! 

publicado por ad0lescenci4 às 16:54
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