Segunda-feira, 21 de Agosto de 2006

Caso Real

Caso Real

 

“Sou a Maria (nome fictício), tenho 21 anos, vivo em Lisboa e sou uma das pessoas que faz parte das estatísticas dos infectados com o vírus da SIDA. Quando tinha 18 anos, conheci um rapaz super-atraente, com tudo o que podia desejar-se num namorado: era giro, inteligente e com um corpo… bem, um corpo realmente ESPETACULAR. Sempre que recordo o momento em que nos vimos pela primeira vez, sinto de novo aquele “frio” no estômago. Fiquei sem reacção, como se tivesse sido fulminada por um raio, sem conseguir tirar os olhos dele! Era demais: giríssimo, simpático, com um sorriso maravilhoso e uns dentes brancos que pareciam pérolas a contrastar com a sua pele morena. Não demorou muito tempo até que eu conseguisse que uns amigos comuns nos apresentassem e daí até ficar íntimos foi um instante. Ainda hoje, quando penso nisso, tenho a certeza que nunca me ocorreu dizer-lhe para usarmos preservativo, apesar de saber que devia usá-lo e de sempre o ter usado, nas relações anteriores. Com ele, porém, só pensava: “quer fazer amor comigo sem protecção? Se calhar, gosta mesmo de mim…”, desejava eu secretamente. Na verdade, o facto de ele nunca ter falado em preservativo fazia com que eu me sentisse privilegiada, achando que ele me considerava especial. Mas, passados dois meses, ele desapareceu sem deixar raso e eu fiquei destroçada. Perguntei por ele a toda a gente, enviei sms’s, telefonei para o único número que tinha – e que já não estava atribuído – e nada! Não consegui descobrir o que era feito dele. Constava apenas que os pais tinham decidido mudar de cidade, mas ninguém sabia para onde, nem porquê. Tudo aconteceu de repente e sem explicação. Algumas semanas mais tarde, fui obrigada a ir ao hospital por causa de uma doença sem qualquer ligação aparente com este meu relacionamento, mas os médicos decidiram fazer uma série de exames e análises. E foi então que descobri que aquele meu namorado maravilhoso tinha mesmo “tudo”, incluindo o HIV, coisa que ele nunca se dignou referir. Pensei que também não sabia que era portador do vírus da SIDA e, durante umas semanas, andei desesperada a tentar localizá-lo, para o avisar e para que me desse algum do seu apoio. Tudo em vão.

Quando desisti de o procurar e percebi o que se passava comigo, entrei numa espiral de pânico e desespero. Foi horrível. Aprendi da maneira mais dura que não se pode avaliar as pessoas pelo seu aspecto, que um olhar doce e um maravilhoso sorriso de dentes impecáveis também podem esconder uma pessoa infectada com HIV, ou com outras doenças sexualmente transmissíveis. Qualquer pessoa pode ter HIV, até o rapaz mais bonito e com a personalidade mais encantadora. Agora sei que é preciso usar preservativo sempre que temos sexo, não só para não engravidarmos mas também para nos protegermos de doenças mortais. Para mim, porém, é tarde de mais…”

 

A reacção dos Amigos e da Família

“Apesar de viver numa grande cidade, moro num bairro onde todos se conhecem e já tive de lidar com o julgamento – e ouvir nomes… – das pessoas que pensam que o HIV é uma doença de gays ou de drogados. A minha família, felizmente estava ciente da ignorância que cerca esta doença e apoiou-me sempre. Mas, mesmo assim não queriam contar aos de fora, com medo da rejeição. E tinham razão! A rejeição dos amigos foi uma realidade muito dura para mim. Perdi quase todos os amigos, assim que lhes disse o que se passava comigo. Só a Cátia, a minha melhor amiga, ficou do meu lado, porque foi educada para não ter preconceitos e sabe que o HIV/SIDA é uma doença que não é transmissível pelo toque. Foi mesmo muito mau: ia sozinha para as aulas, almoçava sozinha, sem amigos…”Preservativos coloridos

 

Dar a volta à Catástrofe

“Hoje posso dizer que o HIV teve um papel muito positivo na minha vida. Pode parecer estranho, mas é verdade. Ensinou-me a aceitar-me como sou e a ser responsável pelos meus actos. Esforço-me por viver plenamente a minha vida e não deixar que a doença afecte a minha felicidade, apesar de, por vezes, ir completamente ao fundo do poço com os comentários que ouço dos outros. Vivo um dia de cada vez e espero que, ao contar a minha história, ajude os outros a não caírem no mesmo erro: ter sexo sem preservativo, só por causa da aparência. Quem vê caras não vê corações… e isso é bem verdade: também o HIV/SIDA não tem um rosto. Boa sorte também para ti Ricardo!”

 

 

By: Revista “Gente Jovem” Julho 2006 nº 34

 


É verdade, esta é uma das piores maneiras de se aprender na vida, não faças o mesmo! USA PRESERVATIVO, É MAIS DIVERTIDO E PREVENTIVO!

 

O que achas-te deste caso verídico? Sensibilizou-te? Deixa aqui a tua opinião!

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publicado por ad0lescenci4 às 03:36
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3 comentários:
De badgirl2 a 21 de Agosto de 2006 às 14:43
Isso anda por todo o pais e temos de ter cuidado esta história sensibilizou-me muito
De teresa a 21 de Agosto de 2006 às 18:48
fikei sensibilixada cm exta história max ao menos serviu lhe para ela abrir os olhos, pois devese smp usar preservativo
De facil de entender a 25 de Agosto de 2006 às 19:33
Mto bem!!!
Belas mnsgs que passam!!

Como prometido cá passei p dar uma espreitadela!

Bjs


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